sábado, 31 de outubro de 2009

Dia do Saci


Hoje, dia 31 de Outubro, se comemora no hemisfério norte o Halloween. Todo mundo que foi aculturado pelos filmes americanos vê aquelas abóboras com carinhas, crianças pedindo doces nas portas e fantasias de monstros, fantasmas e coisas assustadoras.

No civilização agrária antiga européia, este dia era chamado All Hollows Eve , a noite de todos os espíritos, e com o passar do tempo o nome foi sendo modificado pela pronuncia variada e chegou ao que é hoje. Nestes cultos pagãos, se acreditava que neste dia o véu que separa o mundo real do mundo astral se abria, e seria possível contato tanto com espíritos bons quanto com os ruins, daí o costume de deixar velas acesas em abóboras com desenhos de faces humanas, para espantar estes espíritos ruins, como se fossem espantalhos de roça iluminados. As famílias faziam jantares nesta noite, pondo à mesa lugares para os membros que já haviam falecido, para recebe-los dignamente no único dia do ano em que podiam se chegar ao convívio dos vivos, e os sacerdotes nesta noite usavam as tecnicas de Scrying ( adivinhação) através de espelhos e vasilhas de água, porque estas superfícies reflexivas representariam imagens do outro lado do véu, do outro mundo. ( vem daí o grande ícone de estoria da Branca de Neve, o espelho mágico)

Nada contra esta festa, contra estas crenças e principalmente contra prestar respeitos aos membros de nossa família que se foram.

O que não pode, em termos culturais, é a meninada do Brasil não conhecer seu próprio folclore, suas próprias assombrações como o Saci, a Mula sem Cabeça, o Boi Tatá, Curupira.... e as escolas fazerem festas de Halloween ao inves de cultivar o nosso folclore!
Aqui em São Luiz do Paraitinga, um grupo de membros de Universidades, jornalistas e educadores formou a SOSACI , Sociedade dos Observadores de Saci, aproveitando que neste lugar muito do folclore brasileiro ainda se mantém, e eles se associaram com pessoas do Brasil inteiro que pensavam da mesma forma, num movimento que resultou, em 2005 com a assinatura de uma lei que criou no dia 31 de Outubro o Dia do Saci.

A SOSACI faz uma tremenda Festa do Saci aqui todos os anos, com eventos culturais, lançamentos de livros, shows, e principalmente eventos que valorizem os antigos contadores de causos e músicos que ainda mantém o folclore vivo, como orquestras de viola, e os flautins Matuá. Escolas e professores são convidados, e tanto as crianças quanto os adultos têm atividades durante 3 dias.
A programação da festa está aqui.


aqui, as abóbra nóis comeu cum carne seca!
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domingo, 25 de outubro de 2009

Heróis de Verdade

O conteúdo deste post me foi enviado por uma amiga querida, num PPS chamado "Cuidado com os burros motivados"... e podem me chamar de atrasadinha, mas eu não havia lido a entrevista, de 2005, e achei super importante para nossos filhos que estão se formando e ingressando agora num mercado de trabalho e numa vida que estão meio sem nexo.


Entrevista publicada na Isto É em 2005, feita por Camillo Vannuchi com o Psiquiatra e Psicoterapeuta Roberto Shinyashiki, autor do livro " Heróis de Verdade".

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki - Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki –Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki –Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki –Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência.Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki –Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

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Sapato velho


Tem certas músicas de que, de repente, depois de uns 20 anos (para quem já viveu tanto... claro) a gente sente saudades.
O Grupo Roupa Nova é tudo de bom: apuro tecnico musical, excelentes vocais e as músicas, além de melodias marcantes têm letras que realmente querem
dizer alguma coisa.


Sapato Velho Grupo Roupa Nova
Composição: Mu - Claudio Nucci - Paulinho Tapajós

Você lembra, lembra Daquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos Um jeito de herói
Era mais forte e veloz Que qualquer mocinho
De cowboy...

Você lembra, lembra Eu costumava andar
Bem mais de mil léguas Prá poder buscar
Flores-de-maio azuis E os seus cabelos enfeitar...

*Água da fonte Cansei de beber
Prá não envelhecer
Como quisesse Roubar da manhã
Um lindo pôr-de-sol
Hoje não colho mais As flores-de-maio
Nem sou mais veloz Como os heróis...

*É! Talvez eu seja Simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo Se você quiser
Basta você me calçar Que eu aqueço o frio
Dos seus pés...

repete * *

voce pode ouvi-la aqui ...
este DVD acústico (1 e 2) deles é uma das coisas que precisa estar na lista da ilha (coisas indispensáveis que voce levaria para uma ilha deserta, onde é claro, deverá haver eletricidade!)

além do Sapato Velho, ouça músicas como

Dona
Volta pra mim
Começo, Meio e Fim
Já nem sei mais


para alegrar qualquer dia cinzento


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sábado, 24 de outubro de 2009

o velho bode

Pode parecer desrespeito, mas não é.
Há anos eu o chamo de "velho bode" porque esta foi a forma "carinhosa" como ele foi chamado pelos combatentes durante os anos de guerra. Tem conotações de virilidade, teimosia e combatividade, porque todo mundo sabe como são os bodes...
Pois é, o velho bode sempre foi um dos meus ídolos, porque era mau humorado, sarcástico, inteligente e tinha um quê que raposa... quando eu crescer quero ser como ele.
Por causa dele comecei a colecionar frases e citações, daquelas que uma pessoa escreveu e define tão bem alguma coisa que seria estupidez falar sobre a mesma coisa... no entanto ele mesmo ridicularizava quem citava frases dos outros, talvez porque nunca precisasse disto, era uma máquina de criar frases perfeitas. (ele disse: colecionar frases e citações é uma coisa boa para aqueles que não têm instrução)

Aqui vão algumas da frases dele, e com uma tradução livre em baixo:

Those who can win a war well can rarely make a good peace and those who could make a good peace would never have won the war. ( Aqueles que têm condições de ganhar uma guerra raramente sabem construir a paz, e aqueles que podem construir uma boa paz jamais ganhariam uma guerra)

Personally I'm always ready to learn, although I do not always like being taught. ( Pessoalmente, estou sempre pronto para aprender, embora nem sempre goste de ser ensinado)

History will be kind to me for I intend to write it. ( A História me será favorável, porque pretendo escreve-la)

He has all the virtues I dislike, and none of the vices I admire.
( Ele tem todas as virtudes de que não gosto e nenhum dos vícios que admiro)

I never worry about action, but only about inaction. ( Nunca me preocupo com ação, apenas com falta de ação)

An appeaser is one who feeds a crocodile, hoping it will eat him last. (Um homem cordato é alguem que alimenta um crocodilo na esperança de ser o ultimo a ser comido)

War is a game that is played with a smile. If you can't smile, grin. If you can't grin, keep out of the way till you can. ( A guerra é um jogo para ser jogado rindo. Se voce não consegue rir, sorria. Se voce não consegue sorrir, mantenha-se afastado até que consiga)

The best argument against democracy is a five-minute conversation with the average voter.( O melhor argumento contra a democracia é uma conversa de 5 minutos com um eleitor mediano)

If you go on with this nuclear arms race, all you are going to do is make the rubble bounce. ( Se voces continuarem com esta corrida de armas nucleares, tudo que vão conseguir é fazer a porcaria espirrar de volta)

I have taken more out of alcohol than alcohol has taken out of me. ( Já consegui mais do álcool do que o alcool conseguiu de mim)

The length of this document defends it well against the risk of its being read. ( A extensão deste documento o protege muito bem do risco de ser lido)

To build may have to be the slow and laborious task of years. To destroy can be the thoughtless act of a single day. ( Construir pode ter sido um esforço lento e duro de anos. Destruir pode ser um ato impensado de um único dia.)

A joke is a very serious thing. ( uma piada é uma coisa muito séria)

E mais duas estorinhas:

Ele recebeu um convite de Bernard Shaw para a estréia de uma peça, onde Shaw escreveu: Tenho a honra de convida-lo...etc... traga um amigo, SE TIVER ALGUM. Sir Winston respondeu: infelizmente não poderei ir à estreia, mas irei a alguma das proximas apresentações, SE HOUVER ALGUMA.

O general Montgomery, egocêntrico, fazia um discurso de agradecimento: " não bebo, não fumo, não prevarico, sou um herói"... Sir Winston, na platéia, comentou com a pessoa ao lado:
" pois eu bebo, fumo, prevarico ... e sou o chefe dele!"


esse é o homem!

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

sangue azul

Inaugurando esta nova seção, Cultura Inútil, veremos como surgiu este termo "sangue azul" para identificar a nobreza.
Esta aqui tirei do um livro de Simbolos, no tópico que falava da cor AZUL.

" Na Idade Média, blasfemar era um pecado mortal, e os camponeses jamais se arriscavam a nele incorrer; os senhores feudais, porem, costumavam faze-lo sem o menor escrupulo, até o dia em que certo jesuíta, favorito do rei, proibiu-lhes de empregar o nome de Deus em suas blasfêmias prediletas. Eles contornaram esse dificuldade substituindo o nome de Deus por azul ( em francês soam muito parecidos, Dieu e Bleu). e foi assim que as imprecações se modificaram:
par la mort de Dieu (pela morte de Deus!) virou morbleu
sacré Dieu (Santo Deus!) virou sacrebleu
par Dieu ( por Deus!) virou parbleu
par le sang de Dieu ( pelo sangue de Deus!) virou palsembleu...

A criadagem, que frequentemente ouvia a última palavra tônica da imprecação, retinha apenas o final, ou seja, sang bleu (sangue azul), e como o uso destas blasfêmias era privilégio da nobreza, para distinguir um nobre de um plebeu os criados costumavam dizer " Esse é um sangue azul"
(P.G.Villeneuve Saint-Georges)

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o Grande Irmão


Acho que finalmente chegou o 1984 de Orwel...
o Grande Irmão já está entre nós, e já pode controlar cada passo de nossas vidas.


Numa comunidade do orkut onde se falava de realidade virtual, um jovem programador deixou estas linhas assustadoras:

"Estamos prestes a começar a usar na internet uma versão nova de IP, chamada IPv6, isso, possibilitará a criação de um IP para cada individuo, inclusive, os novos eletrodomésticos terão um IP próprio também.
Chips chamados Rfid estão sendo utilizados nos novos passaportes e já estão disponiveis em forma de implante também. O que é o Rfid? São chips de localização e de integração, soluções médicas estão sendo criadas com o Rfid. Você implanta um no corpo e qualquer alteração no sangue, diabetes,etc é transmitido um sinal para um computador e você é avisado.
Qual o problema disso tudo???
Meu medo é que, com o IPv6 e o Rfid nossa vida estará sendo totalmente controlada... todas as transações financeiras, comunicação via web vai depender do seu chip... não preciso dizer que se, eventualmente, desligarem seu chip, toda sua integração social será cortada, já que tudo se baseará na tecnologia."
(o diálogo inteiro pode ser visto aqui)


Bom a grande pergunta nem é sobre a coisa do controle de finanças ( meninos do IR, eu não estou falando mal de voces!), é onde o controle pode ser exercido pela pequenez dos homens, em perseguições políticas, ou pessoais, ou corporativas... qualquer indivíduo que incomode poderá ser "deletado" ou perseguido através destes chips.

Se eu tivesse um grau um pouco maior de paranóia já teria dificuldades de dormir pensando que os satélites militares estão olhando dentro do meu quarto, e porque não dentro da minha cabeça? Agora vão saber tambem se eu tenho pressão alta, coceira, insônia???? Só está mesmo faltando botar o nome na coisa de Skynet como no filme....
Vão se catar!

Está ficando cada vez mais na hora de me mandar e ser eremita no deserto...

Já não dá mais para dizer "Pára o mundo que eu quero descer!",porque com o chip implantado o satélite vai saber para onde eu fui, então alguem traga o Exterminador do Futuro de volta rapidinho!





quinta-feira, 22 de outubro de 2009

volta à questão da ordem

Depois do post sobre o caos das pessoas que guardam coisas e tranqueiras em casa, e talvez por dentro, um amigo de longa data fez o comentário:
"Sugiro que a partir de agora guardemos somente as boas recordações, os bons amigos, os bons momentos... enfim apenas coisas que nos dão prazer... reservemos sempre espaço para isto..."

Eu ia acrescentar um comentario depois do dele, mas acabei vindo para fazer outra postagem, porque percebi aí uma grande diferença entre as pessoas, ou talvez, entre mentes diferentes.

É totalmente positivo guardar apenas boas lembranças, não guardar mágoas, nem se lembrar de coisas que foram difíceis ou dolorosas... mas eu acredito que mesmo tendo esta atitude de forma consciente, é o contraponto destes bons momentos, que ficou no nosso incosnciente, que nos faz valoriza-los.

No fundo, mesmo, do baú, ainda que escolhamos ver as boas fotos, estarão lá tambem as ruins, que de certa forma servem como referência para ajustar nosso foco diante da vida depois de "alguns" anos de experiência. Não estou achando nada mal o patamar dos 50 que se aproxima... aprendi a ver a idade não como inimiga, mas como uma mudaça de nível no video game da vida, que nos permite ver as coisas de um patamar mais alto.

Toda planta, como a vemos hoje, é resultados de ciclos de seca e de chuvas.
Todo relacionamento novo vai carregar em si o que foi aprendido em experiencias ruins, daí muita gente acredita que os "amores de outono", na vida de pessoas maduras, são os que têm mais chance de dar certo.

Acho que sempre existem pelo menos 2 escolhas em tudo, e neste caso talvez sejam mesmo 3:
- apagar tudo que foi ruim, e só ficar com o bom
- apagar tudo de bom e só ficar com o ruim
- conservar bom e ruim lado a lado, e andar no caminho do meio

A primeira é uma escolha de vida de pessoas leves, bem humoradas, como sempre foi certamente meu querido amigo, pessoas que sempre trazem luz para a vida dos que estão em volta, mesmo diante das maiores dificuldades. Otimista, positivo.
A segunda é a escolha do Urtigão, um personagem de cartoon que sempre vê o pior em tudo e em todos, carrega sobre sua própria cabeça uma nuvenzinha de chuva e trovoadas e na mão um bacamarte. Crítico, cético, pessimista.

A terceira, se eu tivesse que qualificar, talvez chamasse a escolha do guerreiro.
Um velho guerreiro que prefere ostentar as cicatrizes das guerras que já lutou e usa o que aprendeu delas em sua novas batalhas.
Nunca vai ser leve, nem pesado. Nunca vai ter toda a luz, nem todas as trevas.
Ninguem pode ser treinado para antecipar a maldade e a dor dos outros e permanecer otimista. Mas o que aprendeu ao sofrer estes golpes ele pode usar para que outras pessoas não tenham que sofrer a mesma dor, então não é pessimista, porque as suas cicatrizes lhe dão o poder de combater as trevas.
Talvez seja o caminho que seguem as pessoas que lidam com sofredores, como os médicos, enfermeiros, terapeutas, com certeza é o caminho das mães, dos líderes dedicados, talvez dos religiosos mais inspirados. Realista, prevenido, alerta. Certamente é o caminho dos signos de Escorpião e Peixes.

De todo jeito, haja espaço no baú para guardar tranqueiras, porque
o primeiro tem que guardar o Sol,
o segundo a Tempestade,
e o terceiro a Espada e o Escudo.

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